Muitas vezes, o médico entrega a conduta impecável, a melhor prescrição e a técnica mais avançada, mas o desfecho clínico não aparece. O paciente não adere, mantém a hipervigilância e a catastrofização. O tratamento — seja ele ortopédico, fisioterápico ou de acupuntura — acaba rotulado como "ineficaz".
Como psicólogo com experiência na área da saúde, entendo que a maior dor de um profissional de saúde é o insucesso causado por barreiras comportamentais.

A Sensibilização Central e a Rigidez Psicológica
Em quadros de dor persistente, a barreira para a recuperação raramente é apenas tecidual. Estamos lidando com a Sensibilização Central: um sistema nervoso em alerta constante que interpreta qualquer estímulo como ameaça. Neste cenário, a psicologia tradicional, muitas vezes vaga e sem foco em desfechos, pouco ajuda o médico. O que o clínico de dor precisa é de um Garante de Adesão.

A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) como Ferramenta de Suporte

Diferente de outros modelos de psicoterapia, a ACT é fundamentada em Prática Baseada em Evidências (PBE) e foca na Flexibilidade Psicológica. Meu trabalho na Unidade Brigadeiro utiliza esse protocolo para:

  • Reduzir a Esquiva Experiencial: Impedir que o medo da dor paralise o paciente e o afaste dos exercícios de reabilitação.

  • Modular a Catastrofização: Distanciar o paciente de pensamentos limitantes que amplificam a percepção álgica.

  • Aumentar a Autoeficácia: Calibrar o comportamento do paciente para que ele execute rigorosamente o plano terapêutico médico.

O objetivo não é apenas o alívio subjetivo, mas a funcionalidade imediata e a viabilização do prognóstico médico.

Acredito em uma psicologia que sirva como extensão técnica do consultório médico. Minha metodologia é desenhada para oferecer:

  1. Mapeamento de Barreiras: Identificação rápida do que impede a evolução do caso.

  2. Intervenção Focada: Protocolos padrão-ouro para mudança de comportamento.

  3. Segurança Técnica: Discussão de casos em nível clínico, focando em desfechos mensuráveis.

Se você tem pacientes "travados" ou com alta resistência ao tratamento, estou à disposição para discutirmos o manejo técnico e os fluxos de encaminhamento.